Tradutor Inglês Português

Tradutor Online Inglês Português

Posted on: maio 30, 2010

tradutor-online-gratisSe é verdade que fidelidade e liberdade na tradução
desde sempre foram consideradas tendências contraditórias,
mesmo essa interpretação mais profunda de uma parece não
ser capaz de conciliá-las a ambas; pelo contrário, parece
retirar toda a legitimidade da outra. Pois, a que se refere a
liberdade senão à restituição do sentido, que deverá cessar de
ser normativa? Só se for lícito equiparar o sentido de uma
construção de linguagem ao de sua comunicação, é que
restará, para além de qualquer aspecto comunicativo –
pertíssimo dele e infinitamente longe, velado por ele ou
aparecendo mais claramente, fraturado por ele ou ainda mais
potente – algo de último e decisivo. Em todas as línguas e em
suas construções resta, para além do elemento comunicável,
um elemento não-comunicável, um elemento – dependendo
do contexto em que se encontra – simbolizante ou
simbolizado. Simbolizantes são apenas os que se encontram
nas construções finitas das línguas; simbolizados, os que
estão no devir das próprias línguas. E o que busca expor-se, e
mesmo, constituir-se no devir das línguas é o próprio cerne
da pura língua. Se este cerne, oculto ou fragmentário, todavia
está presente na vida como o próprio simbolizado, nas
construções de linguagem ele reside somente enquanto
simbolizante. E se, por um lado, essa última essencialidade
que constitui a pura língua mesma está vinculada apenas ao
material lingüístico e suas transformações, por outro, ela

também vem carregada em suas construções com o sentido
grave e estranho. Desvinculá-la desse sentido, transformar o
simbolizante no próprio simbolizado, recobrar a pura língua
plasmada no movimento da linguagem – esse é o único e
grandioso poder da tradução. No interior dessa pura língua
que nada mais designa e que nada mais expressa, mas que
enquanto palavra criadora sem expressão é o designado em
todas as línguas, toda comunicação, todo significado e toda
intenção atingem finalmente um mesmo estrato, no qual
estão destinados a extinguir-se. E nele precisamente a
liberdade da tradução consolida para si um direito novo e
superior. Não é do sentido da comunicação (emancipar-se
dele é justamente a tarefa da fidelidade) que a liberdade
extrai sua razão de ser. Antes, a liberdade assevera-se, em
nome da pura língua, com relação à própria língua e na
própria língua. Redimir na própria a pura língua, exilada na
estrangeira, liberar a língua do cativeiro da obra por meio da
recriação – essa é tarefa do tradutor. Por ela, o tradutor
rompe as barreiras apodrecidas da própria língua: Lutero,
Voss, Hölderlin, George ampliaram as fronteiras do alemão.
Sendo assim, o que resta de significativo para o sentido na
relação entre tradução e original pode ser apreendido num
símile: da mesma forma com que a tangente toca a
circunferência de maneira fugidia e em um ponto apenas,
sendo esse contato, e não o ponto, que determina a lei
segundo a qual ela continua sua via reta para o infinito, a
tradução toca fugazmente e apenas no ponto infinitamente
pequeno do sentido do original, para perseguir, segundo a lei
da fidelidade, sua própria via no interior da liberdade do
movimento da língua. O verdadeiro significado dessa
liberdade foi caracterizado por Rudolf Pannwitz – se bem que
sem nomeá-la nem fundamentá-la – em considerações que se
encontram no seu Crise da Cultura Européia e que,
juntamente com as frases de Goethe nas notas ao Divã
Oriental-Ocidental, podem ser consideradas possivelmente o

que de melhor se publicou na Alemanha sobre teoria da
tradução. Segundo Pannwitz:
Nossas traduções (mesmo as melhores) partem de um falso princípio,
elas querem germanizar o sânscrito, o grego, o inglês, ao invés de
sanscritizar, grecizar, anglicizar o alemão. Elas possuem um respeito
muito maior diante dos próprios usos lingüísticos do que diante do
espírito da obra estrangeira… O erro fundamental de quem traduz é
apegar-se ao estado fortuito da própria língua, ao invés de deixar-se
abalar violentamente pela língua estrangeira. Sobretudo quando
traduz de uma língua muito distante, ele deve remontar aos elementos
últimos da própria língua, onde palavra, imagem e som se tornam um
só; ele tem de ampliar e aprofundar sua língua por meio do elemento
estrangeiro; não se tem idéia em que medida isso é possível, até que
ponto cada língua pode se transformar, e uma língua se diferencia de
outra quase que só como um dialeto de outro dialeto, e não são
tomadas de modo demasiado leviano, mas precisamente quando
tomadas em todo seu peso.
Determina-se objetivamente até que ponto uma
tradução é capaz de corresponder à essência dessa forma,
pela traduzibilidade do original. Quanto menor o valor e a
dignidade de sua língua, quanto mais ela se constituir
enquanto comunicação, tanto menos a tradução tem a
ganhar, até que o primado daquele sentido, longe de
constituir a alavanca de uma tradução formalmente acabada,
a faça malograr. Quanto mais elevada a qualidade de uma
obra, tanto mais ela permanecerá – mesmo no contato mais
fugidio com o seu sentido – ainda traduzível. Isso vale
naturalmente apenas para os originais. Traduções, ao
contrário, demonstram–se intraduzíveis – não por sua
gravidade, mas devido à excessiva fugacidade com que o
sentido adere a elas. Disso, bem como de qualquer outro
ponto de vista essencial, são uma confirmação as traduções
de Hölderlin, especialmente as das duas tragédias de
Sófocles. Nelas, a harmonia das línguas é tão profunda que o
sentido só é tocado pela língua como uma arpa eólia pelo
vento. As traduções de Hölderlin são arquétipos de sua forma;
elas se comportam, mesmo com relação às mais acabadas

traduções dos mesmos textos, como o arquétipo em relação
ao modelo, como demonstra a comparação entre as traduções
de Hölderlin e de Borchardt da terceira Ode Pítica de Píndaro.
Precisamente por isso reside nelas, mais do que em outras, o
monstruoso perigo originário de toda tradução: que se fechem
as portas de uma língua tão dominada e expandida,
encerrando o tradutor no silêncio. As traduções de Sófocles
foram a última obra de Hölderlin. Nelas, o sentido precipita-se
de abismo em abismo, até arriscar perder-se no sem-fundo
das profundezas da língua. Mas há uma pausa. Entretanto, ela
não é asseverada por nenhum outro texto, senão pelo texto
sagrado, no qual o sentido cessou de constituir o divisor de
águas entre o fluxo da língua e o fluxo da revelação. Lá onde
o texto, diretamente, sem mediações, sem a intermediação
de um sentido, pertencer, em sua literalidade, à língua
verdadeira, à verdade, à teoria ou à doutrina, ele é por
definição traduzível. Certamente, não mais em seu próprio
nome, mas unicamente em nome das línguas. Diante disso,
requer-se da tradução uma confiança tão ilimitada que, assim
como no texto língua e revelação se unificaram, na tradução
literalidade e liberdade devem obrigatoriamente unir-se, sem
tensões, na forma da versão justalinear. Pois todos os
grandes escritos contêm, em certa medida– em mais alto
grau, porém, os escritos sagrados – a sua tradução virtual
entre as linhas. A versão justalinear do texto sagrado é o
arquétipo ou ideal de toda tradução.

Tradutor

Em caso algum a preocupação com o destinatário se revela
fecunda para o conhecimento de uma obra de arte ou de uma
forma artística. E é assim não apenas porque toda a relação
com um público determinado ou com os seus representantes
corresponde a um desvio, mas também porque até o conceito
de destinatário “ideal” é nefasto em toda a reflexão no âmbito
da teoria da arte, porque a função desta última é tão somente
a de pressupor a existência e a essência do homem em geral.
A própria arte pressupõe a existência corpórea e espiritual do
homem – mas em nenhuma das suas obras a sua atenção. De
facto, nenhum poema se destina ao leitor, nenhum quadro ao
observador, nenhuma sinfonia aos ouvintes.
Destinar-se-á uma tradução aos leitores que não
entendem o original? Isto parece suficiente para explicar a
diferença de nível entre ambas as coisas no plano artístico.
Para além disso, parece também ser a única razão possível
para o facto de alguém dizer “a mesma coisa”, repetindo-a.
Que coisa “diz”, afinal, uma obra literária? Sobre que
realidade informa? Diz e informa muito pouco àquele que a
compreende. O que nela há de essencial não é da ordem da
informação [comunicação: Mitteilung] nem do enunciado. E
no entanto, uma tradução que pretendesse servir de meio de
comunicação não poderia fazer passar mais do que a
informação – ou seja, algo de inessencial. E esta é, de facto, a
marca inconfundível das más traduções. Mas aquilo que uma
obra literária contém, para lá da informação – e até o mau
tradutor reconhece que é isso o essencial –, não será
precisamente o que nela há de inapreensível, de misterioso,
de “poético”? Algo que o tradutor apenas pode reconstituir se
também ele… criar uma obra poética? Daqui advém uma
segunda característica das más traduções, que se poderia
definir como a transmissão imprecisa de um conteúdo

inessencial. E a tradução fica-se por aí enquanto se propuser
servir o leitor. Mas se ela estivesse destinada ao leitor,
também o original o deveria estar. Ora, se o original não
existe em função dele, como se poderá então compreender a
tradução a partir de uma relação com o leitor?
A tradução é uma forma. Para a apreender enquanto tal,
é necessário regressar ao original, pois nele reside a lei da
tradução, contida na sua tradutibilidade (Übersetzbarkeit). A
questão da possibilidade de tradução (Übersetzbarkeit) de
uma obra tem um duplo sentido. Em primeiro lugar, importa
saber se entre a totalidade dos seus leitores a obra
encontrará um dia um tradutor à sua altura; depois, e com
maior propriedade, se ela, de acordo com a sua essência,
permite a tradução e assim – a condizer com a importância
atribuída àquela forma – também a exige. Em princípio, a
resposta à primeira pergunta só pode ser de natureza
problemática, a resposta à segunda é apodíctica. Só o
pensamento superficial, negando o sentido autónomo da
segunda, poderia considerar as duas perguntas como
idênticas. Contra tal pensamento, convém lembrar que alguns
conceitos relacionais ganham o seu sentido adequado, e
talvez mesmo melhor, se não forem desde logo referidos
exclusivamente ao homem. Poderia, assim, falar-se de uma
vida ou de um momento inesquecível, ainda que todos os
homens os tivessem esquecido. Se, por exemplo, a sua
essência exigisse que eles não fossem esquecidos, aquele
predicado não conteria nada de falso, mas apenas uma
exigência a que os homens não podem corresponder, e ao
mesmo tempo a referência a um domínio em que essa
correspondência se estabeleceria: o de uma memória de
Deus. De acordo com isto, deveria considerar-se a
tradutibilidade de configurações de linguagem, mesmo nos
casos em que elas se revelassem intraduzíveis aos homens. E,
tendo em vista um conceito rigoroso de tradução, não
deveriam elas ser de facto traduzíveis, até um certo limite? –

Esta dissociação constitui o quadro no qual se deveria colocar
a questão de saber se se deveria exigir a tradução de
determinadas configurações de linguagem. Aqui aplica-se o
princípio: se a tradução é uma forma, então a tradutibilidade
tem de ser intrinsecamente essencial a determinadas obras.
A tradutibilidade é essencialmente inerente a certas
obras – o que não quer dizer que a sua tradução seja
essencial para elas, mas antes que uma determinada
significação inerente aos originais se manifesta na
possibilidade de eles serem traduzidos. É evidente que uma
tradução, por melhor que seja, nunca poderá significar nada
para o original. Apesar disso, ela entra numa conexão íntima
com este, devido à sua tradutibilidade. E essa conexão é
ainda mais íntima pelo facto de nada significar já para o
original. Podemos chamar-lhe uma conexão natural, mais
exactamente uma conexão vital. Tal como as manifestações
de vida se relacionam da forma mais íntima com o vivo sem
significarem nada para ele, assim também a tradução nasce
do original – de facto, não tanto da sua vida, mas da sua
“sobrevivência” (Überleben). Com efeito, a tradução vem
depois do original e assinala, nas obras mais significativas,
que nunca encontram o seu tradutor de eleição na época do
seu nascimento, o estádio da sua sobre-vida (Fortleben). A
ideia da vida e da sobre-vida das obras de arte deve ser
entendida num sentido totalmente objectivo e não-metafórico.
Até nas épocas em que o pensamento esteve mais preso a
preconceitos se intuiu que a vida não podia ser atribuída
apenas à corporeidade orgânica. Mas a questão não é a de,
sob o fraco ceptro da alma, alargar o seu domínio, como
tentou Fechner;4 e muito menos a vida pode ser definida a
partir de momentos ainda menos normativos da animalidade,
como a sensação, que só acidentalmente a pode caracterizar.
Pelo contrário, só se fará justiça ao conceito de vida quando

ela for reconhecida em tudo aquilo de que existe uma história,
e que não seja apenas seu cenário. Pois em última análise o
âmbito da vida é determinável a partir da história e não da
natureza, e muito menos de uma natureza tão instável como
a sensação e a alma. Daí que a tarefa do filósofo seja a de
compreender toda a vida natural a partir dessa outra, mais
vasta, que é a da história. E não é a sobre-vida das obras
incomparavelmente mais fácil de reconhecer do que a das
criaturas? A história das grandes obras de arte conhece a sua
descendência das fontes, a sua configuração estética na época
do artista e o período da sua sobre-vida, por princípio eterna,
nas gerações subsequentes. A essa vida póstuma, sempre
que vem à luz do dia, chama-se fama. As traduções que são
mais do que meios de transmissão de conteúdos nascem
quando, na sobre-vida de uma obra, esta atinge o seu período
áureo. Por isso, elas não servem apenas a obra, como os
maus tradutores costumam reclamar para o seu trabalho,
mas devem-lhe antes a sua própria existência. Nelas, a vida
do original alcança o seu desenvolvimento último, mais amplo
e sempre renovado.
Este desenvolvimento, próprio de uma vida singular e
elevada, é determinado por uma finalidade singular e elevada.
Vida e finalidade – a sua conexão, aparentemente evidente e
no entanto quase se furtando ao conhecimento, manifesta-se
apenas quando aquele fim para o qual trabalham todas as
finalidades particulares da vida for procurado, não na esfera
que é própria à vida, mas numa outra, mais elevada. Todas
as manifestações de vida com uma finalidade, tal como a sua
finalidade em geral, são em última análise adequadas aos
seus fins, não em função da vida, mas em função da
expressão da sua essência, da representação da sua
significação. Assim, a tradução tem por finalidade dar
expressão à relação mais íntima das línguas umas com as
outras. Ela própria não tem possibilidades de revelar ou de
produzir essa relação oculta; mas pode, isso sim, representá-

la, levando-a à prática de forma embrionária e intensiva. Ora,
esta representação de uma realidade significada por meio de
uma tentativa embrionária de a produzir constitui um modo
de representação extremamente original, praticamente
impossível de encontrar no domínio da vida não linguística.
Esta conhece, de facto, outros tipos de referenciação,
analógicos e sígnicos, diferentes da actualização in-tensiva,
isto é, antecipatória e alusiva. – Mas aquela relação muito
íntima entre as línguas, em que estamos a pensar, é a de
uma convergência original, que consiste em as línguas não
serem estranhas umas às outras, mas sim, a priori e sem
pensar agora em todas as relações históricas, aparentadas
umas com as outras naquilo que querem dizer.
Com esta tentativa de explicação, porém, a nossa
reflexão parece ir desaguar de novo na teoria tradicional da
tradução, depois de se ter metido por desvios sem finalidade.
Se aquilo que tem de afirmar-se na tradução é o parentesco
entre as línguas, como poderia ela fazê-lo a não ser através
da transmissão, o mais exacta possível, da forma e do sentido
do original? É certo que aquela teoria não saberia como dizer
em que consiste esta exactidão, não estaria, pois, em
condições de dar conta do que é essencial numa tradução. E
no entanto uma tradução é um testemunho muito mais
profundo e exacto daquele parentesco entre as línguas do que
a semelhança superficial e indefinível entre duas obras
literárias. Para apreender a autêntica relação entre original e
tradução teremos de encetar uma reflexão cujo propósito é
em tudo análogo à argumentação pela qual a crítica do
conhecimento demonstra a impossibilidade de uma teoria da
imitação. Nesta, mostra-se que no processo de conhecimento
não poderia haver objectividade, nem sequer a pretensão
disso, se ele consistisse em captar cópias do real; do mesmo
modo podemos demonstrar que nenhuma tradução seria
possível se a sua aspiração, a sua essência última, fosse a da
semelhança com o original. Pois o original transforma-se ao

longo da sua sobre-vida, que não poderia ter este nome se
não fosse uma transmutação e renovação do vivo. Até as
palavras cujo significado foi fixado estão sujeitas a um
processo de maturação. Aquilo que terá sido, na época de um
autor, a tendência da sua linguagem poética pode
desaparecer mais tarde, tendências imanentes podem voltar a
emergir, sob forma nova, do texto acabado. Aquilo que antes
era novo pode depois soar a gasto, o que antes era corrente
pode mais tarde ter ressonâncias arcaicas. Procurar o
essencial de tais transformações, tal como das mudanças,
também constantes, do sentido, na subjectividade dos que
vêm depois e não na vida mais própria da língua e das suas
obras, corresponderia – mesmo aceitando o mais cru
psicologismo – a confundir os fundamentos e a essência da
coisa; para ser mais rigoroso, equivaleria a negar, por
debilidade do pensar, um dos mais poderosos e fecundos
processos históricos. E mesmo que quiséssemos transformar
a última palavra do autor no golpe de misericórdia da obra,
isso não salvaria ainda aquela teoria morta da tradução. Se o
tom e a significação dos grandes textos se alteram totalmente
no decorrer dos séculos, também a língua materna do
tradutor muda. Acontece mesmo que a palavra poética pode
sobreviver na sua língua, enquanto que até a maior das
traduções está destinada a desaparecer no processo de
crescimento da respectiva língua, a ser absorvida no devir da
sua renovação. A tradução está tão longe de ser a equação
muda entre duas línguas mortas que, entre todas as formas,
a sua marca mais própria é a de ter de dar atenção àquele
processo de maturação da palavra estrangeira e às dores de
parto da palavra própria.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: